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OCCUPY WALL STREET

Trabalho de conclusão da disciplina Jornalismo Online do curso de Especialização em Comunicação Jornalística da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

  1. O INÍCIO
    O primeiro passo para saber mais sobre o protesto movimento é consultar o site oficial. Nele, somos informados de que trata-se de uma iniciativa, que começou em 17 de setembro de 2011 na Liberty Street., localizada no Distrito Financeiro de Manhattan, um dos distritos nova-iorquinos, em busca do empoderamento das pessoas em detrimento das organizações. Segundo o site, o movimento se espalhou por 100 cidades americanas e outras ações em 1.500 cidades globais.

    O movimento identificado como #ows nas redes sociais luta contra o poder destrutivo dos bancos e empresas multinacionais sobre o processo democrático e o papel de Wall Street em criar um colapso econômico que causou a maior recessão de todos os tempos, especialmente nos Estados Unidos da América e alguns países europeus.

  2. MÍDIA NOVA-IORQUINA

    Uma das primeiras repercussões no site da New York Magazine (NYMAG) dizia que o movimento atrapalhou o trânsito da cidade. 

  3. NYTimes demorou a iniciar a cobertura sobre o protesto. A mídia americana, de modo geral, deu, inicialmente, pouca atenção ao movimento. Um post no blog de mídia (Media Decoder) do jornal identificou quando a cobertura midiática passou a crescer. Isto ocorreu quando o movimento espalhou-se para  outras cidades americanas como Chicago, Boston e Los Angeles, ganhando maior notoriedade.

    De modo geral, a imprensa americana e, consequentemente a mundial, despertou para a importância do movimento no início de outubro, mais de quase 15 dias após o início da ocupação. 
  4. A MSNBC foi uma das primeiras emissoras americanas a trazer alguma cobertura televisiva sobre o tema. Recebida com surpresa, a reportagem abaixo defende os manifestantes e condena a polícia de NY. O âncora do jornal, Lawrence O'Donnell, refere-se aos policiais como "the bad guys" e ao movimento como "peaceful prostest". 

    Um dos comentários do vídeo nota a ironia da brutalidade da polícia de Nova York (NYPD):
    "U.S. invades countries on behalf of freedom, but his country can not protest peacefully haha!"
  5. MSNBC on NYPD Police Brutality during Occupy Wall Street Lawrence O'donnell with "The Last Word"
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  6. A truculência policial foi alvo de críticas também nas redes sociais: 

    "É assim que os EUA respondem a um protesto pacífico?"

  7. lurainpenny
    RT @LifeInGotham: is this how America responds to PEACEFUL protest? tonight @OccupyOregon #opdx #OWS #globalchange http://pic.twitter.com/WsYEiY0u
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  8. Quem são os "99%"?
  9. A tradicional revista "The New Yorker" trouxe uma reportagem sobre o perfil dos membros do movimento Occupy Wall Street. Os organizadores convidaram um sociólogo da CUNY (The City University of New York) para realizar uma pesquisa de campo entre aqueles que acampavam no Zuccotti Park, que acabou se estendendo também aos apoiadores -- pessoas que simpatizavam com a causa, mas não deixavam suas casas para isso. 1600 pessoas responderam ao questionário e a revista, por meio de uma reportagem de John Cassady, destacou o seguinte: 

    * A maioria dos que responderam ao questionário são jovens e bem educados. Aproximadamente 2/3 deles (64.2%) tem idade abaixo de 34 anos e mais do que nove entre dez (92.1%) são estudantes universitários ou já se formaram. 

    * A maioria dos que responderam ao questionário é prinicipalmente branco (81.3%)


    * 2/3 (67%) é do sexo masculino. Aproximadamente 1/3 (30.4%) é do sexo feminino. Os outros 2% preferiram outra forma de designar o próprio sexo. 

    * Apenas metade (50.4%) trabalha em período integral. 1/5 (20.4%) trabalha meio período. 1/8 (13.1%) está desempregado. 

    *Aproximadamente 3/4 (71.5%) recebe menos do que US$ 50 mil dólares por ano e 1/4 (24%) recebe menos de US$ 25 mil dólares por ano. Levando em conta que muitos deles são relativamente jovens e não trabalham em período integral, isso não é surpreendente. 

    * Politicamente, 7 entre 10 (70.3%) se consideram independentes. 1 entre 4 (27.3%) se identificam como Democratas e 1 a cada 42 (2.5%) como Republicanos. 
  10. A referência "99%" diz respeito a lógica que move este protesto: o governo precisa levar em consideração o interesse do restante da população e não do 1% que detém a riqueza. São os 99% que precisam de ajuda do governo e não os bancos e grande corporações que "socializam" suas dívidas e não seus lucros. Esta ideia está presente em gritos de guerra e em panfletos e cartazes. 

  11. SEIUSublocal219
    We stand with the 99%! RT @occupyphoenix: We are ALL the 99% WE ARE ONE! http://twitpic.com/7odecq #Occupy #ows #Solidarity #1u
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  12. A mídia interpreta o 1% à sua maneira. O Wall Street Journal, diário econômico dos EUA, aborda a questão dos 1% que não sabem que são os 1% e abre falando o documentarista e crítico da política americana, Michael Moore, que defendeu publicamente o movimento Occupy Wall Street. O jornal considera que ele está do lado dos 99%, mas age como alguém que integra o grupo dos 1%. 
  13. "There's nothing pure about capitalism" - Michael Moore on Piers Morgan
  14. Michael Moore: Occupy Wall Street will spread across the whole country - Piers Morgan
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  15. Quem teve a ideia? ou "America needs its own Tahrir"

  16. Novamente, a revista The New Yorker traz uma perspectiva diferente na sua cobertura. Desta vez, o foco é o nascimento do movimento Occupy Wall Street. A premissa é que alguém teve a ideia e trouxe consigo uma legião de outras pessoas com opiniões afins. 

    A gênese do #ows é a revista Adbusters, mais precisamente, Kalle Lasz, fundador e editor-chefe da publicação com sede em Vancouver, no Canadá. Três desdobramentos essenciais para a consolidação do movimento partiram deste senhor revolucionário de 69 anos: a ideia do acampamento; a data inicial da ocupação e o nome do protesto.
     
    A revista Adbusters foi fundada por Lasz há 22 anos e seu foco editorial sempre foi crítico ao desenvolvimento que destrói o meio ambiente e fomenta o apetite destrutivo dos consumidores. A revista tem uma circulação mundial de 70.000 exemplares e não aceita publicidade, mantendo-se exclusivamente com vendas nas bancas. 

    Em parceria com seu editor-assistente Micah White, que vive em Berkeley, Kalle estruturou e organizou o movimento. Um e-mail enviado por ele aos assinantes da revista dizia que "Os EUA precisam de uma praça Tahir", em alusão ao local onde egípcios se concentraram para protestar contra a ditadura do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak. 

    Um comitê tático ficou responsável por localizar o espaço físico onde o acampamento aconteceria. O Zucotti Park mostrou-se ideal por ter pouco policiamento e ficar aberto 24 horas por dia para atividades de recreação.


  17. Um momento Tahrir em Wall Street
    No site oficial da revista Adbuster, o texto assinado por Kalle Lasn e Micah White tem tradução para diversas línguas, incluindo o português. A tradução feita para o português foi feita pelo Ibase - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, fundada pelo sociólogo Betinho. 
  18. POR AÍ

    Além de chegar a outras cidades americanas, os protestos chegaram a outras cidades do mundo. O Guardian mapeou este fenômeno:

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